O PROCURADOR DE CÉSAR E O SACERDOTE DE CRISTO


Por Sidney Silveira

O Brasil católico está orgulhoso da Paróquia de São Domingos de Gusmão. Naquela igrejinha de Niterói, cuja primeira construção remonta ao século XVII, a Quarta-feira de Cinzas inaugurou o tempo quaresmal de 2017 de maneira extraordinária: ciosos do valor infinito da Sagrada Eucaristia, fiéis daquela comunidade impediram uma gravíssima profanação durante a missa no rito tridentino — oficiada, na ocasião, pelo padre Anderson Batista da Silva. O episódio descrito a seguir tem um quê de épico e outro de satírico, e é a prova de que a vida muitas vezes supera a dramaturgia. Ele me foi narrado por várias testemunhas oculares, as quais não podem negar com a boca o que os olhos viram com meridiana clareza.

Transcorria a missa na santa paz de Deus, até o momento em que um senhor já entrado em anos — mas com disposição física invejável, conforme se verá — começou a dar sinais de perturbação. Em verdade, ninguém pode jurar se foi por alergia ao incenso, se foi irritação com o latim da missa, ou se foi devido a alguma intervenção preternatural; as causas do singular evento repousam no mistério, mas o efeito manifestou-se perante todos os presentes à igreja: o sujeito começou a gesticular e a balançar a cabeça negativamente, enquanto o padre Anderson prosseguia com a liturgia.

Quando da homilia, a contrariedade do indivíduo assumiu um tom mais flagrantemente hostil, de acordo com as pessoas que assistiam à missa. Não seria, pois, indevido traçar um paralelo entre os recursos homiléticos do padre e os sibilos frenéticos do homem. Poucos minutos depois, no momento da consagração eucarística, silêncio contemplativo absoluto, entrecortado pelo que pareciam ser murmúrios vindos da direção de onde estava o agastado homem. Passado mais um tempo, hora da comunhão — a qual, no rito tridentino, é de joelhos e na boca. O indivíduo, ao chegar a sua vez, manteve-se de pé e fez questão de receber o pão eucarístico nas mãos. O padre Anderson, decerto com o intuito de evitar maiores inconvenientes para o prosseguimento da missa, atendeu ao desejo do fiel e ouviu dele as seguintes palavras, gritadas.

— O senhor não é o dono da hóstia!

Neste exato momento, a angustiada criatura pegou o pão do céu e, em vez de levá-lo à boca, afastou-se do padre dizendo que comungaria onde e quando quisesse. E bradava a plenos pulmões duas frases no mínimo curiosas: “Esta não é a minha religião!” e “Esta missa não existe!”. Alguns fiéis então se aproximaram dele com o intuito de impedir o vilipêndio ao culto. Todos foram atabalhoadamente parar na sacristia, e o sujeito só largou a hóstia após tropeçar e ser imobilizado com dificuldade. Enquanto isso, as mulheres presentes à igreja de São Domingos rezavam uma Ave Maria em desagravo àquele sacrilégio.

O pior veio depois. Com altivez e alta voz, o homem informou aos presentes o seguinte: era Procurador de Justiça e o padre Anderson que se cuidasse. Pois bem, não é que ele foi mesmo a uma delegacia prestar queixa-crime contra o clérigo? Ora, em vista disso É HORA DE OS FIÉIS CATÓLICOS DO PAÍS INTEIRO PRESTAREM SOLIDARIEDADE AO PADRE ANDERSON! Uma maneira de fazê-lo é divulgar este lamentável ocorrido em todas as redes sociais. Quanto aos corajosos fiéis da paróquia de São Domingos de Gusmão presentes àquela missa, já se mobilizam para defender o seu pastor.

Vale encerrar este breve texto frisando o seguinte: tivesse o referido senhor uma procuração da rainha de Sabá em pessoa, ele não teria o direito de intrometer-se no culto religioso para fazer o que bem entende. É o que diz a nossa Constituição Federal.

Por fim, que boa estrela tem o arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias! Ele deve estar orgulhoso de ver na sua Arquidiocese um homem da estirpe moral do padre Anderson Batista da Silva. O Brasil inteiro tem a firme convicção de que o arcebispo fará a defesa do seu sacerdote, pois este tem a seu lado tanto as leis eclesiásticas quanto as leis civis.

Que o tal Procurador procure o perdão de Deus e entenda a dimensão espiritual do seu ato. Quem sabe ele venha a fazer isso confessando-se com o próprio padre Anderson?

Oremos.

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