Torturador comunista condenado a 20 anos de cadeia na Romênia por crimes contra a humanidade


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The Romania Journal – por Alina Grigoras Butu – 29/03/2017

A Suprema Corte de Cassação e Justiça da Romênia condenou o torturador comunista Ion Ficior a 20 anos de prisão por crimes contra a humanidade. Ficior era o diretor do campo de trabalhos forçados de Periprava, na Romênia, durante o regime comunista e é acusado pela morte de mais de 100 presos políticos entre os anos 1958 e 1963. A decisão do tribunal é definitiva. Ion Ficior tem 89 anos.
Em um primeiro julgamento, há um ano, ele também havia sido condenado à mesma pena de 20 anos de prisão.
O caso de Ion Ficior foi levado a julgamento em agosto de 2014 sob a acusação de crimes contra a humanidade em um inquérito iniciado por representação apresentada pelo Instituto de Investigação de Crimes do Comunismo.
Ficior é acusado de ter criado e coordenado um regime prisional repressivo, abusivo e desumano contra prisioneiros políticos durante 1958-1963, enquanto a frente do campo de Periprava.
Os investigadores argumentam que os documentos revelaram que, durante o mandato de Ficior como chefe do campo, 103 prisioneiros morreram e todos eles faziam parte da comunidade anti-revolucionária romena.
Esclarecem ainda que os presos de Periprava foram completamente isolados de suas famílias e de quaisquer outras pessoas do mundo exterior em geral. Eles foram submetidos a condições precárias na prisão, como frio insuportável e punição física por quaisquer pequenos erros cometidos. A comida era extremamente escassa, com os prisioneiros sendo mantidos permanentemente famintos e sedentos. Também não tinham acesso a medicamentos em caso de enfermidades.
Os promotores pediram inicialmente uma condenação de 25 anos para Ficior, em razão de ele contar com mais mais de 65 anos, embora afirmem que a prisão perpétua seria apropriada em seu caso levando em conta as acusações.
O ex-diretor da penitenciária comunista de Râmnicu Sărat, Alexandru Vişinescu também foi condenado a 20 anos de prisão em fevereiro de 2016, em sentença proferida pelo Supremo Tribunal de Cassação e Justiça. Ele é acusado de crimes contra a humanidade em razão de abusos praticados contra prisioneiros políticos. Os promotores disseram que 12 prisioneiros políticos morreram na prisão enquanto Vişinescu era o responsável. Ele é o primeiro diretor penitenciário romeno durante o comunismo processado por crimes contra a humanidade.

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